terça-feira, outubro 11, 2005

Fantasias sexuais. E agora?





















Recebi esta questão :

"FANTASIAS - UM NOVO TEMA ?

Ao final de algum tempo (podem ser anos, não importa), elas acabam surgindo. E em uma certa noite, um dos dois, ainda que tímidamente, solta a pontinha de uma delas... e o outro aceita, incentiva, provoca.

Por que surgem? Qual seu impacto (positivo ou negativo, no "todo" de um relacionamento)? Até onde devem seguir com e em "segurança"? Qual o momento em que devem ser interrompidas ou que seria aconselhável tentar a sua realização? Isto acontece com TODOS os casais? Com a maioria? Apenas com alguns mais liberais e menos preconceituosos, mais "calientes" ou apenas com os mais ou menos "cabeça"?

São elas um sinal que a rotina finalmente penetrou na relação? Serão motivadas pelo surgimento de desejos reais pelo convívio ou atração por terceiras pessoas? Ou serão um recurso do inconsciente na tentativa de "incrementar" ou "salvar" a relação?"

Esta questão não é simples. Este é um ponto delicado e talvez não seja fácil escrever a respeito e ser entendida.

Acredito que a fantasia faz parte da nossa vida sexual, nosso imaginário é repleto de fantasias, conscientes ou não. Vêm de nossas memórias mais arcaicas. Na cama somos muitos, além do casal, as figuras parentais estariam presentes no nosso imaginário.

Num encontro amoroso, seja homoerótico ou hetero, eu acredito que é um encontro acima de tudo sensorial. É preciso olhar, cheirar, tocar, beijar o outro, aquele que está ali, não o outro que está na imaginação, é preciso sentir prazer em ser tocada, beijada por esta pessoa, gostar de tocá-la, beijá-la...sentir prazer, desejar que o outro tenha prazer, e nesta entrega, encontrar o caminho do gozo.

Muitos não sabem tocar no outro, e se entregam ao sexo apressadamente. Mas, se acontecer de alguma fantasia te perseguir, tudo bem, mas que não vire um exercício constante, seria um buraco sem fundo.

Um casal que fantasia com o casal vizinho, por exemplo- este pode ser um jogo amoroso deles- mas se um dia vierem a realizar a fantasia numa relação, será que se sentirão bem quando encontrá-los no elevador no dia seguinte?

Ai está a complicação, fantasiar é uma coisa, levar às vias de fato é outra bem diferente. Mas se este casal só consegue fazer "amor", sexo, imaginando outras figuras entre eles, não sei se não seria a hora de repensar esta relação, afinal as relações amorosas não duram para sempre, sabemos disso.

Há outro tipo de fantasia que é de jogos eróticos entre o casal, fetiches de todo tipo, se não há impedimento de uma das partes, acredito que cada casal deve decidir, um jogo entre quatro paredes que não lesa ninguém, entra quem quer, não é?

Há um livro “O orgasmo múltiplo do homem” da Ed. Objetiva, é muito bom, ele traz este assunto até esgotar, é escrito por médicos e um excelente manual sobre o sexo. Ele fala de orgasmos múltiplos, você não precisa ler em busca de sexo tântrico, apenas como um bom livro sobre sexo.

Tenho certeza que se você se concentrar no sexo, no que está sentindo, descobrir em você o que te dá prazer, não terá problemas com o parceiro. Lembre-se que sexo, mesmo a dois, é narcísico- se você não sente prazer, dificilmente ficará bem com o outro. Algumas vezes é indicado pedir ajuda profissional, entender o porquê de sua dificuldade em sentir prazer.

Eu não vou esgotar estas questões aqui, mas quero deixar este canal aberto para que possamos trocar idéias.

10 comentários:

Anônimo disse...
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Elianne disse...

Finalmente consegui postar, antes não entrava, depois tive que sair, agora cá está. O que vcs acham do que escrevi? é uma opinião pessoal, concordam?

disse...

Incorporar Fantasias à relação sem maiores preocupações com o dia seguinte, poderá abrir uma rachadura em sua solidêz. Portanto penso que os excessos devam ser evitados (já pensou o outro, no dia seguinte: que é isso? onde é que ele(a) está com a cabeça? querer fazer da m/cama um "colchão pau-de-arara"? se me descuidar não vai sobrar espaço é pra mim!).
Levar isso às consequências? Jamais. Exceto se a relação já estiver tão ruím, tão no final, e a curiosidade/vontade dos 2 seja tão forte, que ambos aceitem concretizá-la, sabendo que logo, logo não estarão mais juntos (pode até acontecer que uma pequena parte de casais acabe descobrindo que gostou da experiência e ela lhes aporte resultados positivos; mas será apenas com uma minoria, acredito eu).
Porque o Amôr não aceita promiscuídade, ainda que possa tolerar alguns devaneios.

Elianne disse...

Zé, vc tem toda razão.
Concordo.

Anônimo disse...

Vivi um romance com um homem casado cuja esposa se apaixonara por mim.A atração pelo inusitado foi assustadora porém instigadora. Me deixei levar por instintos, desejos e uma vontade de fugir dos padrões. E assim o foi...momentos de paixão a três absurdamente maravilhosos.
Só q eu amava ele e não ela!Fiquei incomodada com a situação e definitivamente aquilo passou a ser ruim para os 3. Cada um, a seu modo, percebeu o incômodo q essa fantasia causara.
Foi importante me deparar com esse tema pq só veio constatar um fato na minha relação: todo cuidado é pouco qdo se "mexe" com sentimentos- principalmente dos outros. Todos se machucam...
Acredito q a fantasia é um brinquedo perigoso.

B disse...

Olá,
eu acho que entendi a colocação da Elianne um pouco diferente. Existe um outro tipo de fantasia, sim, e que só vem tornar mais dinâmica a relaçao de um casal.
Vou falar da minha, claro, não quero deixar meu nome.
Minha historia com o meu marido sempre teve um forte componente sexual, claro que outras coisas tb, cumplicidade,a mesma formação intelectual, gostos parecidos e principalmente AMOR. EStamos juntos a 23 anos, e ainda nos amamos muito.
Realizamos juntos quase todas as nossas fantasias sexuais, sem vergonha um do outro. Mas em nenhum momento essas fantasias incluiram uma terceira pessoa.
Nós e nossos desejos, apenas.
Foi tudo muito excitante e muito delicioso. Nos gostamos disso, ainda hoje - claro que o impeto diminuiu, mas foram experiencias inesquecíveis que só nos uniram ainda mais.
Fantasia pra mim é isso, e aconselho a todos. É saudável e é real.

Anônimo disse...

Cara B.
Todo tipo de fantasia é valido desde q se tenha responsabilidade e cumplicidade.Qdo se vive algo q se acresecente positivamente, é maravilhoso. Não foi ruim(enquanto durou!), só foi mais uma experiência q me denunciou os riscos e os prazeres...Hoje, opto pelo "cuidado" com os riscos (sem hipocrisia!), sem contudo ignorar a dimensão de novas possibilidades em viver diferentes e saudáveis "fantasias".

Denise Arcoverde disse...

Vixe e é todo mundo aqui anônimo??? hehehe...

Vou ficar quietinha, então... hehehe...

Beijocas!

Elianne disse...

Também acredito que desde que exista responsabilidade e cumplicidade tudo vale, mas entre um casal, ou até mais de duas pessoas, que se propõe a entrar num jogo erótico deve haver responsabilidade.
Alguém no anonimato conta uma experiência onde entra uma outra mulher, aí entra o homoerotismo.
Todos sairam machucados. A nossa cultura não está pronta, preparada, para estes jogos sem posse e culpa, eu penso.
Mas quero que fique claro que não recrimino nada nesta área tão peculiar e delicada, cada casal, cada indivíduo, deve escolher. Exceto casos de erotismo onde incluem crianças ou violência, naturalmente.
Denise, ué, fique anônima também :) Vc não perde uma. :)

Anônimo disse...

Meu namorado já fez sexo a 3 váias vezes, com outras namoradas anteriores. E queria comigo também. Só que eu não tenho vontade nehnhuma. Ele insistiu tanto, que um dia eu disse: tudo bem, mas depois que a gente voltar de viagem (íamos passar uma semana no nordeste). Ele perguntou porque não podia ser antes, eu falei: porque não sei se vamos continuar juntos depois, não sei qual vai ser a minha reação no dia seguinte. Ele nunca mais tocou no assunto, preferiu ficar só comigo.