segunda-feira, julho 05, 2010

O namoro dos filhos adolescentes II




Escrevi este texto- O namoro dos filhos adolescentes-
em 2005. Hoje recebi este comentário ou questão.

deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O namoro dos filhos adolescentes.":

Nossa, que interessante isto tudo!
Sinto muito pelas tristezas tão profundas de Tânia.
Meus problemas parecem ser tão pequenos agora...
Entrei neste blog procurando no google por "Como lidar com o namoro do meu filho?" e acabei aprendendo que esse medo de ver os filhos sofrerem é tão comum à tantas mães, cada uma por um motivo diferente...
O meu motivo é que engravidei antes do casamento, com 5 meses de namoro apesar de 18 meses de amizade intensa. Mas engravidar quando ainda é estudante de 22 anos e com toda uma vida acadêmica apenas para trilhar, frustrando toda sua família, enfim, não é fácil. A família do meu namorado não aceitou, eles eram muito rudes e diziam coisas ofensivas sobre mim. Minha família dizia que aquele moço não era para mim. Foi uma briga só, até que meu filho, este que hoje está namorando, nasceu. Mas parece que tive azar, pois a família da namorada dele parece ser muito desestruturada e a namorada dele parece ser vítima daquilo. Temo que ela queira sair logo da casa dela e que para isso queira logo engravidar. Converso sobre isso com meu filho, mas ele continua o namoro. Não deixo mais que namorem aqui em nossa casa para evitar que passem muitas horas sozinhos no quarto ou qdo estou trabalhando;... mas na casa dela também não vão mais porque o pai dela é muito grosso e ofendeu meu filho durante um jantar, negando a fidelidade do meu filho à filha dele, dizendo que meu filho era irônico e sarcástico quando afirmava que os homens em geral merecem confiança sim. O pai dela é mulherengo, a mãe é depressiva.
Muito obrigada pelo espaço. Aguardo, se possível, um comentário.
Beijos da Marta de Sorocaba
Postado por Má no blog Oriente- se em 11:21 PM



Resposta:

Marta,

Seja bem-vinda.
Você está me fazendo retomar um texto de 2005- é bom saber que a sementinha deixada aqui pode dar fruto um dia.
Reli seu comentário e penso que você tem bastante consciência do que aconteceu com você- o que é bom. Muitos não têm.
Penso que este momento é difícil, sim, para todos nós, pais. Não há como fugir- angustia e nos deixa impotentes.
O que é possível fazer? Não é mais possível tomar conta da vida de um filho adulto.
É preciso ter diplomacia para lidar com os conflitos, bater de frente é sempre pior. Parece que você faz o que é preciso, você conversa com seu filho, coloca alguns limites. Pense também que por mais que queiramos proteger nossos filhos, é impossível- eles terão que viver a vida que escolhem.
Sei que isto muitas vezes dói, mas é a vida. Lembre de você, fez uma escolha- foi difícil, mas está inteira, com um filho que, pelo que entendi, é um rapaz que você admira e ama.
Acredito que o mais difícil nesta situação é admitir, para nós mesmos, que não temos o controle de tudo.
Boa sorte! Desejo o melhor para vocês. Continue escrevendo.
Um forte abraço,
Elianne

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá, encontrei este blog procurando por textos do Calligaris e por uma sequência de links acabei acompanhando os posts de uma mãe insegura, que me trouxeram até aqui...

Muitas coisas chamam a atenção na história, mas tudo já foi comentado por muita gente, o que achei muito curioso, até pela recorrência da ideia nos tempos modernos, foi a frase "Qto à minha filha, por mais q eu tente ser amiga - amiga mesmo, sem reservas-, ela se afasta de mim."

Não sou pai, nem tenho a pretensão de ser, entretanto gostaria de comentar baseado no que penso. Sempre ouço amigos dizendo que brigam com os pais, mas quando tiverem filhos será diferente, pois serão amigos e tudo mais. Fico pensando, será que algum casal já teve filhos imaginando transformar a vida dos mesmos em um inferno, causando problemas durante a adolescência destes? Evidente que não, e eu apostaria alto como quando meus amigos forem pais de adolescentes o ciclo será mantido.

A relação entre pais e filhos pode e deve ser harmoniosa, com cada parte respeitando o espaço do outro, porém não deve deixar de ser uma relação entre pais e filhos. Amizades são outras relações, com outras pessoas, assim como o namoro, que não deve concentrar em uma única pessoa a figura de companheiro(a), amigo(a), confidente, conselheiro(a), etc. A diferenciação entre as pessoas que nos cercam ajuda inclusive a amenizar os eventuais traumas que os pais tanto temem, causados pelo fim de uma relação.

Enfim... poderia escrever muito mais sobre como a diferença de gerações - consequentemente de valores - influencia na dificuldade de jovens e adultos firmarem uma solida amizade, principalmente quando há o parentesco entre as partes. Mas fica para um provável próximo comentário.

_Diz disse...

Anônimo, vc fez um comentário que vale um post- se tem blog faça e dialogue conosco.
Vc tem razão, as diferenças são muitas- há muitos pré- conceitos de ambos os lados.
E é difícil ser amigo de filho, eu, por ex, tenho um filo que se aproxima como amigo- conta o q lhe acontece, gosta de me ouvir- o outro sente-se invadido qd quero saber mais... é difícil- tudo- nesta relação. É preciso ser tolerante dos dois lados- é preciso controlar ciúmes, reconhecer a inveja...
Tenho alguns posts sobre adolescentes- de 2005, acho, se quiser ler e pensar junto será bem-vindo.
Obrigada pelo comentário.
Um abraço,
Elianne

Anônimo disse...

Opa! Esqueci de assinar o texto... eu tenho um blog, mas é de cinema, se um dia encontrar um filme com o qual eu possa relacionar esse tema, escreverei um pouco mais... talvez "Os garotos de minha vida"

Alexandre Caetano
www.artigosdecinema.blogspot.com